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Ana Frank - UOL Blog
OS REIS PREGUIÇOSOS
Espetáculo francês com aproximadamente 150 artistas. Utilizam música, dança, teatro, performances e acrobacias aéreas. As apresentações acontecem num móbile gigante, com desfiles de carros alegóricos. Realização do SESC São Paulo com apoio da Prefeitura Municipal de São Paulo. O espetáculo integra a programação das comemorações do Ano da França no Brasil.
Billie Holiday foi uma das mais comoventes cantoras de jazz de sua época. Com uma voz etérea, flexível e levemente rouca, Sua dicção, seu fraseado, a sensualidade à flor da voz, expressando incrível profundidade de emoção
A partir de 1940, apesar do sucesso, Billie Holiday, sucumbiu ao álcool e às drogas, passando por momentos de depressão, refletindo em sua voz.
Pouco antes de sua morte por overdose de drogas, Billie Holiday publicou sua autobiografia em 1956, Lady Sings the Blues, a partir da qual foi feito um filme, em 1972, tendo Diana Ross no papel principal.
Acordo Brasil-Vaticano é avaliado por deputados e recebe críticas de feministas
Há oito meses, o Estado brasileiro e o Vaticano assinaram acordo que determina a implementação de uma série de políticas públicas que privilegiam a igreja católica no país. Ontem a Comissão de Relações Exteriores do Congresso Nacional abriu painel para discutir o projeto.
A medida mais polêmica do acordo é a implementação do ensino religioso “católico e de outras confissões religiosas” facultativo nas escolas públicas de ensino fundamental. A Constituição determina a oferta obrigatória de matrícula opcional de uma disciplina de ensino religioso, mas não dá preferência a nenhum credo. De acordo com seus críticos, a medida fere o princípio de laicidade do Estado.
Para Eneida Dutra, diretora do Centro de Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), além de ferir o Estado laico, a inserção de uma disciplina gera uma despesas públicas relevantes. “O ensino religioso deve estar na esfera individual de famílias, de grupos, isso não deve estar no conteúdo programático da formação cidadã”, defende.
Mas há outras medidas previstas no acordo que não têm recebido o destaque que merece. Entre elas está a desobrigação das entidades eclesiásticas em cumprir a legislação trabalhista para com seus trabalhadores. As reclamações trabalhistas de ex-religiosos têm aumentado na Justiça e a medida poderá impedir que funcionários da Igreja recebam seus direitos. “Cria-se um Estado de exceção, retira-se do Estado de direito esses trabalhadores, e cria uma exceção injustificada”, analisa Eneida.
A feminista ainda critica a garantia de preservação ao patrimônio histórico e cultural da Igreja, entendo-a como uma medida que privilegia a religião católica e acentua as diferenças de tratamento do Estado com relação a outras religiões. “A gente defende o patrimônio histórico-cultural, independentemente de quem for, mas há uma série de dificuldades que outras religiões enfrentam, principalmente as de matriz africana, no reconhecimento de seus espaços e na preservação de seus costumes”, lembra.
O acordo ainda pode colocar mais obstáculos para a luta feminista na garantia da saúde da mulher e de sua emancipação. Confira abaixo a entrevista na íntegra com Eneida Dutra.
Defensoria de SP pede indenização por não aplicação da Lei Maria da Penha
A Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPE/SP) propôs, na última semana, uma ação indenizatória contra o Estado de São Paulo. O motivo é a não aplicação da Lei Maria da Penha. A trabalhadora doméstica Romilza Alessandra Albado foi baleada por seu ex-namorado, porque as medidas de proteção previstas na lei não foram cumpridas. O caso aconteceu na cidade de Cachoeira Paulista.
Após o fim do relacionamento com o policial militar Ederli da Silva, Romilza foi diversas vezes à delegacia para registrar boletins de ocorrência. Ela alegava que sofria agressões e ameaças.
Segundo a Defensoria, em fevereiro deste ano, o policial atirou contra a doméstica e outras duas pessoas que estavam com ela, e depois matou sua ex-esposa. Ederli responde a um inquérito policial e está preso preventivamente desde março.
O defensor público Wagner Giron de La Torre argumentou que o crime poderia ter sido evitado.
“Em um caso como esse é permitida a suspensão do porte de arma, mesmo sendo policial militar. O juiz poderia determinar que ele fosse retirado do convívio social, colocado para trabalhar em atividades desarmadas na burocracia do quartel, ser submetido a um tratamento psicológico. São instrumentos simples, previstos e possibilitados pela Lei Maria da Penha, que foram sonegados pelo Estado.”
Na ação, o defensor pede que o Estado seja condenado a indenizar Romilza em trezentos salários mínimos, além de uma pensão mensal vitalícia de um salário mínimo. Também pede que o policial seja proibido de permanecer em qualquer cidade aonde Romilza venha morar.
De São Paulo, da Radioagência NP, Desirèe Luíse.
Para ouvir a entrevista com o defensor público Wagner Giron de La Torre, acesse:
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