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Ana Frank - UOL Blog
Mulher que teve o rosto desfigurado fala em público depois da cirurgia
Cinco anos depois de ter sido ferida pelo próprio marido com um tiro no rosto, a primeira americana a fazer um transplante quase total de face apareceu para o público para mostrar sua nova cara e contar sua história.
A americana chegou a dizer que depois de tido o rosto parcialmente desfigurado, nem o cirurgião plástico acreditava na recuperação.
A americana perdeu o nariz, o palato, que a fez ficar sem paladar, e um dos olhos. Depois do ataque, Conni Culp ficou entre a vida e a morte, respirando apenas com a ajuda de um tubo implantado na traquéia, passou por 27 cirurgias. A última, há cinco meses, durou 22 horas. Mas Conni ganhou uma nova face.
Os médicos substituíram 80% do rosto dela. Ossos, músculos, nervos, vasos sanguíneos. Agora ela pode sorrir, sentir cheiro, gosto e até falar. Ainda é difícil entender as palavras. A expressão ainda está meio difícil, meio endurecida, mas os médicos dizem que, aos poucos, vai melhorar, vai ficar boa por causa dos exercícios musculares.
Connie agradeceu à família da doadora e completou: "Você não pode julgar as pessoas pela aparência porque você nunca sabe o que aconteceu com elas." Agora, a americana precisa torcer para o organismo reagir bem ao transplante. E ela também vai ter que se acostumar ao novo rosto, já que é parte da face dela anterior e da doadora.
Reino Unido proíbe anúncio com Keira Knightley de violência contra mulher
As autoridades de censura do Reino Unido proibiram a exibição de um anúncio de televisão no qual a atriz Keira Knightley é maltratada pelo namorado, por considerá-lo "muito duro" para ser divulgado no meio de comunicação.
Na mensagem, de dois minutos e que faz parte de uma campanha contra a violência doméstica, Knightley interpreta uma atriz que volta para casa e é agredida várias vezes pelo namorado, que inclusive a chuta quando ela está no chão.
Clearcast, o organismo encarregado de supervisionar o conteúdo dos anúncios publicitários no Reino Unido, argumentou hoje que essas cenas são excessivamente violentas e, por isso, pede que sejam eliminadas para que a mensagem possa ser exibida na televisão.
Dirigido pelo cineasta britânico Joe Wright - que trabalhou com a atriz em "Desejo e Reparação" -, o objetivo do anúncio é mostrar à sociedade que a violência de gênero não acontece só nas classes sociais menos favorecidas, como explicou a própria Keira Knightley durante a apresentação da campanha, em 4 de abril.
A organização "Women's Aid", responsável pela idéia, lamentou "profundamente" a decisão dos censores, já que, em sua opinião, "vai impedir a sociedade de ver a realidade do maus-tratos às mulheres".
No entanto, a associação considera que a campanha "já foi um êxito" se for levado em conta o grande número de pessoas que viram o anúncio na internet e o debate público que gerou.