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Polícia civil do Rio de Janeiro veste a camisa contra a violência à mulher

 

 

 

 

 

A camisa da campanha tem os seguintes dizeres: “Nós queremos o fim da violência contra as mulheres. Vista essa idéia”

 

Para enfrentar a violência contra a mulher, a Polícia Civil do Rio de Janeiro vem realizando várias ações, tais como: seminários de sensibilização dos gestores de segurança, com o objetivo de dar destaque ao tema da violência doméstica; criação de material informativo sobre a Lei Maria da Penha, com orientações básicas para os profissionais da segurança pública; formatação do módulo do curso virtual de violência doméstica para ser veiculado no Programa Delegacia Legal; criação dos Grupos Especializados de Atendimento às Mulheres (Geams) em situação de violência nas Delegacias Territoriais dos municípios desprovidos de Delegacias Especializadas, sem prejuízo do serviço de atendimento das DEAMs, entre outras.

Na ocasião, Gilberto Ribeiro convocou a todos os policiais civis presentes, em sua maioria homens, a vestirem a camisa da campanha com os seguintes dizeres: “Nós queremos o fim da violência contra as mulheres. Vista essa idéia”.

A secretária de Ação Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, enfatizou a parceria entre o governo federal e o Estado do Rio de Janeiro que tem proporcionado grandes avanços  no combate à violência contra a mulher. “Essa luta seria humanamente impossível sem o apoio da ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres”. Roberto Sá, subsecretário de Segurança Pública, falou sobre a atuação da mulher no ambiente policial e seu profissionalismo, além de fazer menção à dupla jornada exercida por elas. Também disse que segurança pública não se faz apenas com polícia, e sim com políticas públicas específicas.

 

Fonte: http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sepm/


 



Escrito por Ana Frank às 10h17 PM [   ] [ envie esta mensagem ]





“As Iracemas”

 

 

 


Num casebre de pau a pique no Ribeirão do Prata, região do Alto do Mingu, vivem Edite, Maria, Beleza e Iracema – a matriarca dessa família de mulheres. Próximo dali há poucos moradores, elas vivem há anos nessa região entre montanhas. O cotidiano dessa família que vive ali há três gerações é tema de “As Iracemas”, filme do diretor mineiro Alexandre Pires Cavalcanti, que conta com trilha sonora assinada por Kiko Klaus.

No lugarejo que antes era bem povoado - devido à intensa extração de madeira para produção de carvão -, agora não há mais ninguém morando ali, somente elas. Tanta madeira foi tirada que nada sobrou, o local agora é desabitado. Desguarnecidas de qualquer luxo da modernidade – luz elétrica chegou no lugarejo há pouco tempo -, as Iracemas levam seus dias sem muitas reclamações.

A quietude do local é refletida no olhar contemplativo da câmera do diretor. Somente assim seria possível captar com fidelidade e respeito a realidade tão peculiar daquelas mulheres, as quais têm em suas faces as marcas da vida. Observando a rotina das Iracemas, o diretor proporciona ao espectador entrar naquele mundo tão especial e único.

 



“Meu pai era bicho brabo, era de amargá, vivia memo mais nós só aí”. Essa frase, dita por uma das Iracemas, dá o tom de como foi a criação dessas mulheres, sempre reclusas entre as paredes de pau a pique.

As Iracemas preenchem suas horas com tarefas simples, como alimentar passarinhos, galinhas e cachorros, lavar roupas no tanque, fazer comida no fogão a lenha, cuidar de cavalos. No entanto, qualquer atividade cotidiana ganha outro brilho nas mãos dessas mulheres, já que entre uma tarefa e outra elas foram contando algumas de suas histórias, como quando garantem terem visto a mula-sem-cabeça. Trata-se do olhar acurado de Cavalcanti, que teve a preocupação de colher cenas com a maior naturalidade possível, sem interferir na rotina das Iracemas. Conseguiu, assim, suscitar as peculiaridades da vida dessas mulheres tão interessantes e misteriosas.


Mas o processo não foi fácil nem rápido. O cineasta levou dois anos para convencer a família a deixá-lo filmar no casebre. Foi essa paciência de Cavalcanti que proporcionou a captação de belas cenas, como o momento em que uma das irmãs revela seu dom: tocar acordeão. Outra cena de destaque é o encontro das Iracemas à beira do fogão à lenha brincando com um velho boneco, relembrando momentos da infância.

 



No decorrer do filme, o cenho das Iracemas vai se abrindo aos poucos; nota-se que elas foram conquistadas pela lente da câmera. Assim, a matriarca da família revela seu passado, a infância, rememorando fatos guardados na última gaveta da memória. As filmagens ocorreram ao longo de 2 anos, e passados quinze dias do encerramento, uma triste notícia: Iracema, a matriarca, faleceu.

 

Título Original: As Iracemas
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 65 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2008
Estúdio: Imago
Distribuição:
Direção: Alexandre Pires Cavalcanti
Roteiro: Bernard Belisario, baseado em argumento de Raquel Pires Cavalcanti e Alexandre Pires Cavalcanti
Música: Kiko Klaus
Edição: Bernard Belisario

 



Escrito por Ana Frank às 09h48 PM [   ] [ envie esta mensagem ]





25 de Novembro - Dia Internacional pela Não-Violência contra as Mulheres.




 

A data foi definida no primeiro encontro Feminista da América Latina e Caribe, em Bogotá, Colômbia, de 18 a 21 de Julho de 1981.

 Neste encontro, houve diversas denúncias de violência de gênero, desde castigos domésticos, às violações e torturas sexuais, estupro, assédio sexual, violência pelo governo, incluindo tortura e abuso de mulheres prisioneiras.

Em todo o mundo, quatro datas-marco representam essa luta no período de realização da Campanha: de 25 de novembro a 10 de dezembro, por isto chamamos de 16 Dias de Ativismo.

No Brasil, em 2007, foi instituído o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres (Lei nº 11.489, de 20/06/2007). Esse ano, no dia 07 de novembro, o Governo Federal lançou uma Campanha sobre Violência contra a Mulher com foco nos Homens.

Um site para coleta de assinaturas já está no ar: www.homenspelofimdaviolencia.com.br. A iniciativa é uma resposta do Brasil à convocação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que lançou a campanha mundial "Unidos pelo Fim da Violência contra as Mulheres", em fevereiro deste ano, para mobilizar líderes nacionais.

É a primeira vez que uma campanha mundial e nacional relativa à violência de gênero tem o foco nos homens. A justificativa para isso é que a violência contra a mulher é um fenômeno que atinge toda a sociedade.

Ao aderirem à campanha, por meio de assinaturas, os homens se comprometem publicamente a contribuir pela implementação integral da Lei Maria da Penha e pela efetivação de políticas públicas. As assinaturas serão incorporadas à ação mundial.

A campanha internacional tem como objetivo mobilizar a opinião pública e os órgãos de decisão em nível mundial para o enfrentamento da violência contra a mulher. Ela dura até 2015 e coincide com a execução dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

No dia 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos -  encerra a Campanha 16 Dias se Ativismo de forma simbólica, pois lembra que violência contra as mulheres é uma violação dos direitos humanos.  

 

Uma vida sem violência, é um direito de todas as mulheres!

 



Escrito por Ana Frank às 07h05 AM [   ] [ envie esta mensagem ]





Não julguemos as mulheres pela prática do aborto - legalizemo-lo!

 

 

 

 

To:  Brazilian Congress and President

ABAIXO ASSINADO

Sabendo que nenhuma mulher pratica um aborto com alegria no coração
Sabendo que muitas mulheres não desejaram ficar grávidas
Sabendo que muitas mulheres não têm acesso à contracepção
Sabendo que muitas mulheres não conseguem negociar com o homem o uso de um contraceptivo, como a camisinha
Sabendo que muitas tampouco sabem da contracepção de emergência (‘pílula do dia seguinte’) ou não têm a ela acesso

Sabendo que nenhum método de contracepção é totalmente garantido
Sabendo que, para se ficar grávida, a mulher precisa de um homem - e a justiça parece não saber disso

Não admitimos que a legislação, juízes ou quem quer que seja se intrometam entre nós e nosso próprio corpo !

Com toda força, dizemos: NÃO, NÃO E NÃO!
Não aceitamos que as 1500 mulheres em Mato Grosso do Sul que fizeram aborto sejam julgadas e punidas.
Não aceitamos que isso aconteça com nenhuma mulher.
Exigimos a legalização do aborto.

Sincerely,

Assine: http://www.petitiononline.com/xilamo/petition.html

 

 

 



Escrito por Ana Frank às 05h08 PM [   ] [ envie esta mensagem ]





O Caminho para Meca

 

 

 

 

A escultora Helen Martins (Cleyde Yáconis) mora numa pequena comunidade branca na África do Sul. Depois de ficar viúva, vive cada vez mais reclusa e se liberta da opressão sob a qual esteve toda a vida e expressa seus sentimentos em esculturas que cria em cimento e vidro moído.

O único contato com o mundo exterior vem através das cartas que troca com sua grande amiga Elza (Lúcia Romano), uma jovem professora de temperamento forte e admiradora de suas obras. Seu isolamento e hábitos incomuns incomodam os moradores do vilarejo que, reunidos em conselho, decidem que ela não é mais capaz de cuidar de si e o melhor seria mandá-la para um asilo.

Preocupada com a situação de Helen, Elza vai visitá-la. E ao conversar sobre suas vidas, acabam falando de amor, preconceito, solidão, envelhecimento, arte, amizade, casamento e decepções. Mas a chegada do pastor local (Caca Amaral), que vem determinado a convencê-la a concordar em ir para o asilo, traz à tona toda fragilidade e ambigüidade da própria condição humana.

É certo que a história de Helen, mote de inspiração do autor, já é por si só apaixonante. Nascida e criada em uma pequena comunidade branca da África do Sul, no meio do deserto, Helen é uma mulher de costumes conservadores e culto obrigatório da fé protestante. Um dia, ao descobrir nunca ter amado o bom homem com quem foi casada, abandona a igreja dos domingos porque deixou de crer e, ao ficar viúva, encontra em suas mãos de escultora o caminho de sua liberdade pessoal e a felicidade de criar sua "Meca".

De acordo com a diretora Yara de Novaes, "Helen é a personagem ideal para que Fugard possa mostrar a resistência da sociedade perante o diferente, a eterna busca da confiança em si mesmo e nos demais, os erros dos dogmatismos religiosos e, sobretudo, tratando-se de um autor sul africano escrevendo em 1984, denunciar o apartheid como forma de convivência".

Além de falar de apartheid, segregação racial e racismo, a peça trata da negociação das diferenças. “Como os seres diferentes se encontram e se complementam”, diz Lúcia Romano. “Mostra, ainda, duas mulheres vivendo fases diferentes da vida – Helen sente que está chegando a algum lugar, que seu tempo está acabando; enquanto Elza está no meio do caminho e querendo desistir”, comenta Cacá Amaral.

 

Direção: Yara de Novaes
Com: Cleyde Yáconis, Cacá Amaral e Lúcia Romano
Duração: 90 minutos
Classificação: 12 anos
Texto: Athol Fugard

 

Teatro Jaraguá

R. Martins Fontes, 71 - - Centro. Telefone: 3255-4380.
Ingresso: R$ 30.

sexta: 21h30.
sábado: 21h.
domingo: 18h.



Escrito por Ana Frank às 02h22 PM [   ] [ envie esta mensagem ]



 


 
     
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