Avon abraça a causa do fim da violência doméstica

Pulseira da Atitude foi criada pela Avon e lançada mundialmente, para a venda por meio das revendedoras autônomas. Ela foi apresentada pela Embaixadora Global da Avon, a atriz norte-americana Reese Witherspoon, durante a segunda edição do Global Summit for a Better Tomorrow (Encontro Anual por um Amanhã Melhor), em Nova York, no mês de março. A iniciativa trará luz ao diálogo sobre ferramentas e recursos necessários para fortalecer as mulheres do mundo inteiro.
Nem a Avon nem a revendedora terá lucro com esta venda. A empresa assumiu todos os gastos com a distribuição e divulgação da pulseira. Além disso, doará mais R$ 4,05 por pulseira vendida, até um total de R$ 500 mil.
Um círculo de violência que pode acabar – De acordo com estimativa da Anistia Internacional e da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma em cada três mulheres já sofreu violência, que é a maior causa de morte em mulheres de 16 a 44 anos. Calcula-se que 70% dessa violência vêm ocorrendo dentro do ambiente familiar. O mais grave é que cerca de 60% dessas mulheres sentem medo, constrangimento, e por isso sofrem caladas, sem tomar qualquer tipo de atitude para sair do círculo da violência.
Dados e pesquisas mostram que a violência doméstica é de fato um problema complexo, de dimensões muito amplas, envolvendo pessoas de todas as regiões, profissões e classes sociais. Mas indicam também que ele pode ser contido, por meio de mudanças comportamentais, muita informação, conscientização e aplicação de leis criadas especialmente para este fim.
Por isso, inicialmente, a campanha Fale sem Medo terá como foco a sensibilização de 1,2 milhão de revendedoras(es) autônomas(os) de produtos Avon e mais de 6 mil funcionários da empresa no Brasil, para o conhecimento do problema e disseminação de informações. Além disso, eles serão orientados a divulgar amplamente o telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, serviço criado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, que atende ligações de todo o Brasil e auxilia a mulher a buscar apoio em organizações públicas e privadas que prestam atendimento.
Escrito por Ana Frank às 10h58 PM
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