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Ana Frank - UOL Blog
Oração de São Francisco de Assis
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre, Fazei que eu procure mais Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.
Mulheres já representam maioria dos eleitores, revela TSE
De acordo com o tribunal, as mulheres são maioria (51,7%) dos mais de 130 milhões de eleitores regularmente inscritos na Justiça Eleitoral. Essa tendência já estava se confirmando desde as eleições de 2000.
Nos Estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Rondônia e Tocantins os homens superam o número de eleitoras. O Rio de Janeiro é o Estado com maioria de mulheres votantes (53,29%), média acima da nacional, seguido por Pernambuco, Ceará e São Paulo, onde o eleitorado feminino já ultrapassou a marca dos 52% .
Quanto ao grau de instrução, as estatísticas revelam que a maior faixa do eleitorado é composta por pessoas com o ensino fundamental concluído (antigo 1º grau), que abrange 34,07% dos eleitores. Já os que não concluíram o ensino médio representam 18,10% do total.
Os analfabetos, apesar de não serem obrigados a votar, representam mais de 8 milhões do número de eleitores.
Os eleitores com ensino superior concluído representam apenas 3,49% dos eleitores, sendo os Estados do Rio de Janeiro (5,41%), São Paulo (5,03%), Rio Grande do Sul (4,14%) e Santa Catarina (4,14%) os que possuem o maior número de eleitores com nível superior completo.
Apesar de a participação dos jovens entre 16 e 17 anos ser facultativa, o TSE percebeu que há uma maior participação destes eleitores, que já correspondem a mais de 2,9 milhões de inscritos.
Os eleitores com mais de 79 anos (a partir dos 70 anos o voto é facultativo) somam mais de 2,6 milhões, representando mais de 2% dos inscritos para as eleições municipais de 2008. A idade média do eleitorado é formada por pessoas entre 25 e 59 anos, o que corresponde a mais de 66% do total.
Os números divulgados pelo TSE contabilizaram ainda mais de 400 mil seções espalhadas pelos 5.563 municípios, mas para fins estatísticos, o tribunal inclui o Distrito Federal e Fernando de Noronha, onde não há eleições municipais.
São Paulo, o maior colégio eleitoral, tem o maior número de seções: 18,31%, ou seja, mais de 73 mil postos de votação. Já o menor colégio eleitoral do país, o Estado de Roraima, conta apenas com 894 seções.
Excluindo dos eleitores do Distrito Federal e Fernando de Noronha, o TSE estima que mais de 128,8 milhões de eleitores devem ir às urnas para a escolha de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores nos 5.563 municípios no Brasil.
Comparativo de estatísticas por cargo e sexo - 2000 e 2004
Brasil Vereadoras(es)
Ano
Total
Homens
Percentagem
Mulheres
Percentagem
2000
60227
53266
88,4
7001
11,6
2004
51812
45257
87,4
6555
12,6
Diferença
-8415
-8009
-1,0%
-446
+1,0%
Obs: As eleições de 2004 foram marcadas pela diminuição no número de vagas nas câmaras municipais, o que altera sensivelmente o resultado numérico. No entanto, em termos proporcionais, a representação feminina nas câmaras municipais aumentou 1% em relação às eleições de 2000.
Anualmente são praticados no Brasil cerca de 1,2 milhão de abortos por ano. Os óbitos, decorrentes das péssimas condições em que são realizados esses abortos, constituem a terceira causa de mortalidade materna no país. Os números falam por si e são suficientes para que a interrupção de gravidez indesejada seja tratada como questão de saúde pública e não como questão de polícia.
Os óbitos e seqüelas penalizam, sobretudo, as mulheres de baixa renda, sem condições financeiras de recorrer a clínicas particulares que cobram preços extorsivos. As mulheres ricas e de classe média têm melhores condições de decidir sobre seus corpos e suas vidas. Mas as pobres, que constituem a imensa maioria da população feminina, são duplamente punidas.
Além de estarem sujeitas aos trabalhos mais pesados e pior remunerados, à falta de moradia e de assistência de qualquer espécie, ficam sem o direito de decidir sobre suas vidas mesmo quando estupradas ou em risco de vida.
A legalização oferece uma saída digna para as mulheres em situação de gravidez indesejada, inoportuna, ou que não se sentem em condições de criar um filho. Aquelas que se sentem desejosas de empreender uma gestação continuam a ter o direito de levar adiante a gravidez e assumir esta responsabilidade.
A legalização não viola a consciência das pessoas, apenas garante um direito e abre alternativas para quem pensa diferente. Afinal, o papel do Estado não é impor convicções religiosas ou de qualquer outro tipo a ninguém, mas sim garantir a todos o direito ao exercício de direitos garantidos por lei. Um Estado laico é condição primordial para a democracia.
Centenas de mulheres no Brasil estão sendo perseguidas, humilhadas e condenadas por recorrerem à prática do aborto. Isso ocorre porque ainda temos uma legislação do século passado – 1940 –, que criminaliza a mulher e quem a ajudar.
A criminalização do aborto condena as mulheres a um caminho de clandestinidade, ao qual se associam graves perigos para as suas vidas, saúde física e psíquica, e não contribui para reduzir este grave problema de saúde pública.
As mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, são as que mais sofrem com a criminalização. São estas que recorrem a clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços, nem podem viajar a países onde o aborto é legalizado, opções seguras para as mulheres ricas.
A estratégia dos setores ultraconservadores, religiosos, intensificada desde o final da década de 1990, tem sido o “estouro” de clínicas clandestinas que fazem aborto. Os objetivos destes setores conservadores são punir as mulheres e levá-las à prisão.
A maternidade deve ser uma decisão livre e desejada e não uma obrigação das mulheres. Deve ser compreendida como função social e, portanto, o Estado deve prover todas as condições para que as mulheres decidam soberanamente se querem ou não ser mães, e quando querem.
Em diferentes Estados, os Ministérios Públicos, ao invés de garantirem a proteção das cidadãs, têm investido esforços na perseguição e investigação de mulheres que recorreram à prática do aborto. Fichas e prontuários médicos de clínicas privadas que fazem procedimento de aborto foram recolhidos, numa evidente disposição de aterrorizar e criminalizar as mulheres.
No caso do Mato Grosso do Sul, foram quase 10 mil mulheres ameaçadas de indiciamento; algumas já foram processadas e punidas com a obrigação de fazer trabalhos em creches, cuidando de bebês, num flagrante ato de violência psicológica contra estas mulheres.
A estas ações efetuadas pelo Judiciário somam-se os maus tratos e humilhação que as mulheres sofrem em hospitais quando, em processo de abortamento, procuram atendimento.
Neste mesmo contexto, o Congresso Nacional aproveita para arrancar manchetes de jornais com projetos de lei que criminalizam cada vez mais as mulheres. Deputados elaboram Projetos de Lei como o “bolsa estupro”, que propõe uma bolsa mensal de um salário mínimo à mulher para manter a gestação decorrente de um estupro. A exemplo deste PL existem muitos outros similares.
A criminalização das mulheres e de todas as lutas libertárias é mais uma expressão do contexto reacionário, criado e sustentado pelo patriarcado capitalista globalizado em associação com setores religiosos fundamentalistas. Querem retirar direitos conquistados e manter o controle sobre as pessoas, especialmente sobre os corpos e a sexualidade das mulheres.
Centrado na idéia de "celebração", o espetáculo "Fuerzabruta" -- dos criadores do grupo argentino De La Guarda trás para São Paulo a inspiração do Carnaval, em festa, no teatro primitivo", conta Diqui James, criador e diretor artístico da peça, explicando que ao usar a expressão "primitivo" refere-se à "emoção das pessoas".
"Para mim sempre foi muito importante fazer um espetáculo no qual qualquer um pudesse se emocionar", diz, relembrando o motivo pelo qual fundou o De La Guarda. "Éramos um grupo de garotos de Buenos Aires que queria fazer teatro, mas o teatro nos aborrecia, parecia chato".
Em "Fuerzabruta", o "aborrecimento" citado por James dá espaço a um espetáculo com muita ação. Garotas penduradas em cabos correm, aos gritos, perpendicularmente ao chão sobre uma cortina, performers quebram placas de isopor na cabeça uns dos outros e uma estrutura de plástico com água se movimenta em direção ao chão -- e ao espectador -- com garotas nadando em seu interior.
O roteiro dessa seqüência é delineado, mas não há tema nem um texto a ser seguido e, de acordo com o performer Martin Buzzo, é possível "criar" durante cada apresentação. "A melhor coisa do 'Fuerzabruta' é que é um espetáculo vivo", acredita ele.
"Fuerzabruta" atualmente envolve o trabalho de James, de Gaby Kerpel -- responsável pela trilha sonora da peça, que mescla música eletrônica e world music --, de 12 performers e uma equipe de 50 pessoas para cuidar somente da estrutura do espetáculo, com duração de 70 minutos.
"Fuerzabruta" fica em cartaz em uma tenda com capacidade para 1.100 pessoas armada no parque Villa-Lobos, de 24 de setembro até 12 de outubro, e pode ser assistido de terça-feira a domingo.
A organização do espetáculo aconselha ao público não usar salto alto e trajar roupas confortáveis, visto que a platéia participa da peça.
Quando: de 24/9 a 12/10, de terça-feira a domingo (terças, quartas, quintas e sextas às 21h; sábados às 18h e 21h; domingos às 17h e 20h) Onde: parque Villa-Lobos (av. Queiroz Filho, s/nº) Quanto: de R$ 120 (terças, quartas e domingos às 20h) e R$ 150 (quintas, sextas, sábados e domingos às 20h). Ingressos à venda pelo site www.ticketmaster.com.br. Informações sobre a venda pelo telefone 0/xx/11 6846-6000. Crianças entre 8 e 12 anos podem entrar desde que acompanhadas de pais ou responsáveis.