Pacto Nacional para enfrentar a violência contra a mulher é lançado na Assembléia

Com a presença da ministra da Secretaria Nacional de Políticas para a Mulher, Nilcéia Freire, e de dezenas de mulheres representantes das mais diversas organizações e movimentos sociais, foi lançado, na manhã do dia 26 de março, na Assembléia Legislativa de São Paulo, o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra a Mulher.
A ministra explicou que “o pacto é uma iniciativa do governo federal com o objetivo de prevenir e enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres. O Pacto Nacional consiste no desenvolvimento de um conjunto de ações a serem executadas nos próximos quatro anos. Ele desenvolverá políticas públicas amplas e articuladas, direcionadas prioritariamente às mulheres rurais, negras e indígenas em situação de violência, em função da dupla ou tripla discriminação a que estão submetidas e em virtude de sua maior vulnerabilidade social. Serão implementadas ações no campo da educação, do mundo do trabalho, na saúde, na segurança pública, na assistência social entre outras”. Ela acrescentou que o programa contará com R$ 1 bilhão nos próximos quatro anos.
O deputado Simão Pedro que, na posição de líder da Bancada do PT ajudou na organização da atividade, participou da abertura e fez uma saudação à ministra e às participantes, parabenizando o governo Lula pela iniciativa e lamentando que o governo do Estado ainda não tenha aderido ao pacto.
Segundo pesquisa solicitada pelo Instituto Patrícia Galvão e realizada pelo Ibope em 2006, 55% da população acredita que a violência é um dos três principais problemas que afligem as mulheres e 51% dos entrevistados declararam conhecer ao menos uma mulher que já foi agredida pelo seu companheiro. Dados da pesquisa Perseu Abramo, de 2001, revelam que 43% das mulheres já foram vítimas de algum tipo de violência doméstica.
O deputado Simão Pedro é autor de projeto de lei que determina a abertura de todas as delegacias especiais de mulheres 24 horas por dia e nos finais de semana. Atualmente só uma delegacia atende nessas condições. As demais atuam somente no horário comercial, de segunda à sexta. “Isso é um absurdo, já que os casos de violência contra a mulher acontecem na maioria das vezes nos finais de semana e à noite”, reclamou o deputado, dizendo que os governos Alckmin e Serra não querem aprovar o projeto porque ele trará despesas para o Estado.
Escrito por Ana Frank às 01h14 PM
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"Um Tapinha Não Dói"

A empresa Furacão 2000 Produções Artísticas Ltda foi condenada hoje pela Justiça Federal ao pagamento de multa no valor de R$ 500 mil pelo lançamento da música "Um Tapinha Não Dói".
A ação ajuizada pelo Ministério Público e pela Themis - Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, em 2003, considerou que a música banalizava a violência contra a mulher e transmite uma visão preconceituosa, além de dividir as mulheres em boas ou más conforme sua conduta sexual.
O procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Paulo Gilberto Cogo Leivas, afirmou na época que "esse tipo de música ofende não só a dignidade das mulheres que se comportam de acordo com o descrito em suas letras, mas toda e qualquer mulher, por incentivar à violência, tornarem-na justificável e reproduzirem o estigma de inferioridade ou subordinação em relação ao homem".
Conforme decisão do juiz substituto Adriano Vitalino dos Santos, da 7ª Vara Federal de Porto Alegre, o valor da multa será revertido em favor do Fundo Federal de Defesa dos Direitos da Mulher. A Furacão 2000 ainda pode recorrer da decisão.
Escrito por Ana Frank às 03h02 PM
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Discriminação contra mulher persiste nas leis e na prática

A alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Louise Arbour, disse que a discriminação generalizada contra as mulheres persiste na lei e na prática, em todo o mundo.
A opinião pública e a mídia se concentram mais em casos chocantes como mutilação genital feminina e escravidão sexual, mas segundo ela é a discriminação que condena milhões de mulheres ao sofrimento.
Segundo as Nações Unidas, os países da América Latina apresentam legislações progressistas e inovadoras, que nem sempre se traduzem em avanços práticos para a igualdade do gênero.
A jornalista, brasileira Beatriz Cardoso, falou à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, sobre as dificuldades que as mulheres ainda encontram na profissão.
"Eu sinto que existe um pouco de reticência para enviar uma mulher para a cobertura de guerra, enviar uma mulher para fazer reportagens no exterior. Eu acho que o maior desafio é esse, realmente equiparar a mulher e dar as mesmas condições econômicas e financeiras que se dão aos homens que ocupam os mesmos cargos ".
A ONU destaca ainda que em muitos países asiáticos as mulheres enfrentam restrições à sua capacidade de possuir ou gerir propriedades, incluindo o direito à herança e à partilha de bens após divórcio.
Escrito por Ana Frank às 01h32 PM
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"Pensar é transgredir"
de Lya Luft

“Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais”.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais. Que o outro – filho, amigo, amante, marido – não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
”Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.”
PS: Texto reduzido
Escrito por Ana Frank às 01h18 PM
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Calendário Mulher Consciente

Versão 2008 traz imagens de 12 pacientes com câncer de mama que decidiram mostrar ao mundo que "Saber é transformar a realidade".
A Femama - Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama - lança a segunda edição do calendário "Mulher Consciente". A versão 2008 conta com a participação de 12 mulheres que lutaram, algumas delas que ainda lutam, para vencer o câncer de mama. Engajadas no ideal de combater a doença, elas decidiram mostrar o rosto e dizer para o mundo que "Saber é transformar a realidade".
O calendário é uma das iniciativas da Campanha Mulher Consciente, que teve início em 2006. A principal meta é mobilizar o maior número de pessoas em prol de uma nobre causa: promover a conscientização com relação à luta contra o câncer de mama. Além disso, chamar a atenção para um dos tipos de câncer de mama mais agressivos, o Her2 positivo, informando a importância do diagnóstico precoce.
O calendário reúne imagens de pacientes com câncer de mama que aceitaram participar da campanha para colaborar e desmistificar a doença, mostrando que uma postura positiva frente ao diagnóstico pode ser determinante para o sucesso do tratamento.
No Brasil, de acordo com dados do INCa - Instituto Nacional do Câncer, 27 mil mulheres morrem por dia, com câncer de mama. Cerca de 130 novos casos de câncer de mama são diagnosticados diariamente, o que representa cerca de cinco novos casos por hora.
Os calendários serão vendidos por ONG´s associadas à Femama, distribuídas em todo o Brasil. O valor sugerido é de R$ 10,00. Mais informações pelos sites: www.mulherconsciente.com.br ou www.femama.org.br.
Escrito por Ana Frank às 10h29 PM
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CURL GIRLS

Surfistas lésbicas são destaque do reality show que estréia nessa quarta no canal Multishow
No canal Multishow. O programa é um reality show que acompanha um grupo de seis amigas lésbicas da cidade de Los Angeles. As meninas são amantes de surfe, o que proporciona a exibição dos corpos, saradérrimos por sinal, das moças.
O relacionamento entre elas é ponto forte do reality, que trata a sexualidade do grupo da maneira mais natural possível. No primeiro episódio o namoro de Melissa e Jessica está em crise, depois que Jessica beijou outra garota num clube. Já Erin e Vanessa estão num disputa para saber quem será a líder da equipe de surfe.
Curl Girls Multishow - Quartas às 23h15 Reprises - Quintas às 03h, Sábados às 04h30 e Domingos às 04h
Escrito por Ana Frank às 08h14 PM
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Como anda a vida das mulheres!

A cada 15 segundo uma mulher é espancada no Brasil e em mais de 50% dos casos o agressor é o marido ou companheiro.
Estima-se que 1 milhão de mulhers por ano façam aborto no Brasil. 250 mil mulheres dão entrada nos hospitais com hemorragia ou infecções decorrentes de abortos inseguros.
As mulheres com carteira assinada ganham em media 28,4% a menos que os homens no Brasil.
O trabalho domestico ainda é a principal ocupação da mulher brasileira representando 17% da força de trabalho feminina no país. Desse contigente, 55% são mulheres negras 60% não completaram o ensinoi fundamental e só 25% tem carteira assinada.
Escrito por Ana Frank às 03h58 PM
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Amy Winehouse posa nua em campanha contra câncer de mama.

A britânica Amy Winehouse se despiu para uma campanha de conscientização sobre os riscos do câncer de mama entre mulheres jovens. A cantora aparecerá como veio ao mundo na edição de abril da revista inglesa "Easy Living".
As fotos, onde a vencedora de cinco prêmios Grammy posa apenas com uma guitarra, sapatos de salto alto e fitas adesivas cobrindo seus mamilos, foram feitas pela fotógrafa Carolyn Djanogly.
Além de Winehouse, a atriz Helena Bonham Carter, mulher do diretor Tim Burton, e a cantora nigeriana Sade também aderiram à campanha.
Escrito por Ana Frank às 03h34 PM
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