A Mulher através da historia!

Nos anos 30, a mulher é como uma boneca de porcelana, a pele branca e protegida do sol. Ela cresce totalmente à mercê da sorte e dos homens. Foi criada para ser boa mãe e dona de cada exemplar. O casamento não precisa ter amor. Na contra mão, algumas chegaram para pôr tudo isso em prova. Começava o movimento feminista.
As revistas em quadrinhos chegavam às bancas. A personagem feminina era Betty Boop, que se destacou pela sensualidade de suas meias arrastão e cinturinha de pilão. Na literatura, Patrícia Galvão, a Pagu, escreveu o livro Parque Industrial, uma crítica à rotina das moças operárias, muito mal visto, obviamente. Pagu era fora dos padrões da época, usava blusas transparentes, batom roxo, decotes ousados, cabelos curtos e fumava em público. Foi presa e torturada de 1935 a 1940. Ela teve um filho, Rudá, fruto de seu casamento com Oswald de Andrade.
No rádio, os temas das canções eram as desilusões amorosas. As músicas retratavam as mulheres, ora como deusas, e ora como vilãs. Já as marchinhas de carnaval exaltavam o tipo físico da brasileira. As feministas não gostavam muito disso, achavam que eram vistas como objeto, e, em protesto usavam cabelos curtos e roupas masculinas. Em 1932, ganham o direito de voto, através de decreto assinado pelo presidente Vargas.
Mesmo assim, elas ainda tinha pouco espaço na sociedade. O importante mesmo era saber costurar ou bordar, do contrário as chances de se casar eram remotas. O que era sinal de total tragédia na vida de qualquer moça. Em 1930, uma única atleta participou dos Jogos Olímpicos, Maria Emma Hilda Lenk Zigler, que em sua brilhante carreira ganhou 7 medalhas de ouro e bateu 12 recordes mundiais.
Escrito por Ana Frank às 09h59 PM
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Planejamento familiar

"Se cuide, filho não é brincadeira" A intenção do Ministério da Saúde é cumprir o compromisso firmado pelo governo Lula, de ampliação do acesso a informação e aos métodos contraceptivos disponíveis no SUS, garantindo que a mulher e o homem escolham quantos filhos querem ter e quando ter. A entrega dos demais métodos contraceptivos, como os anticoncepcionais injetáveis, dispositivos intra-uterinos (DIUs), diafragmas, ocorrerá nos próximos 90 dias.
Política Nacional de Planejamento Familiar
Vasectomia: O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou, em dezembro do ano passado, aumento de 69% no número de vasectomias sem internação, se comparado ao número de procedimentos realizados em maio de 2007, data do lançamento da política. Já o número de vasectomias com internação subiu de 1.916 em maio para 2.321 no mês de dezembro de 2007, o que representa um aumento de 21%.
Aqui Tem Farmácia Popular: A procura pelos anticoncepcionais vendidos nas 4.027 farmácias e drogarias privadas conveniadas e que exibem a marca "Aqui tem Farmácia Popular" apresenta crescimento mês a mês. Em junho, quando os contraceptivos passaram a estar disponíveis nesses estabelecimentos, foram vendidas 7.372 unidades. Em fevereiro, o número chegou a 155.614 unidades. Atualmente, em todo o país, uma média de 170 mil mulheres adquirem, mensalmente, contraceptivos através do sistema.
Preservativos: O Ministério da Saúde começou a distribuição da segunda parcela da compra de um bilhão de preservativos, a maior feita por um governo no mundo. Os 22 milhões de preservativos dessa etapa foram enviados aos estados e a primeira grade, disponibilizada antes do carnaval, foi de 19,5 milhões de preservativos. No mesmo período, também foram distribuídos 428 mil preservativos femininos, que garantiram a oferta da dupla proteção, defendida pela Política Nacional de Planejamento Familiar.
Escrito por Ana Frank às 12h32 PM
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