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Viviane Mosé
Viviane Mosé é psicóloga, psicanalista, doutora em filosofia e escritora. Entre os livros publicados estão Toda Palavra e Pensamento no Chão. Apresenta o quadro Ser ou Não Ser no programa Fantástico, da Rede Globo, onde explica e desmistifica pensamentos complexos da filosofia. O primeiro texto que escreveu sobre Nietzsche, se chamava "Nietzsche, Artaud e a Arte", foi a monografia de graduação em Como é fazer amor com o tempo por falar em sexo quem anda me comendo É comê-lo ao mesmo tempo em que ele me come. Olha-lo nos olhos e pedir que me presenteie com sua sabedoria. É pedir que me conte seus segredos. Que sopre coisas em meu ouvido. É parar de lutar contra ele. É perceber sua beleza, mesmo quando dor. Nietzsche musicou um poema de Lou Salomé, que termina mais ou menos assim (não tenho aqui a referência literal): "vida, quando não tiver mais nada a me dar, me dê sua dor". Acho esta a máxima afirmação do tempo. Tempo é vida.
Escrito por Ana Frank às 07h01 PM [ ] [ envie esta mensagem ] Mulheres faturam 30% mais com franquias do que homens
As franquias operadas por mulheres têm faturamento 30% maior do que as lojas que têm homens no comando, de acordo com pesquisa `Perfil do Franqueado Brasileiro`, da Rizzo Franchise. Fonte: Folha Online, 1 de agosto de 2007.
Escrito por Ana Frank às 07h09 PM [ ] [ envie esta mensagem ] Pratibha Patil
Pratibha Patil, uma advogada de 72 anos, foi eleita, com dois terços dos votos, para um cargo basicamente honorífico, Presidenta substituindo Abdul Kalam, de 75 anos, considerado como o pai do programa balístico da Índia.
Escrito por Ana Frank às 09h26 PM [ ] [ envie esta mensagem ] Carolina Maria de Jesus
Carolina Maria de Jesus nasceu a 14 de Março de 1914 em Sacramento, estado de Minas Gerais, cidade onde viveu sua infância e adolescencia foi mãe de três filhos: João José de Jesus, José Carlos de Jesus e Vera Eunice de Jesus Lima. Faleceu em 13 de Fevereiro de 1977, com 62 anos de idade e foi sepultada no Cemitério da Vila Cipó, cerca de 40 Km do centro de São Paulo. Carolina morava em uma favela, era negra, catadora de papel e mantinha um diário. Descoberta por um repórter, que editou e publicou seus diários no começo da década de 60, ela virou uma celebridade. O livro foi traduzido em diversas línguas. Carolina, entretanto, tinha a língua afiada, desagradou a esquerda e a direita, acabou sendo esquecida e morreu na pobreza. Quanto a sua escolaridade em Sacramento, provavelmente foi matriculada em 1923, no Colégio Allan Kardec, primeiro Colégio Espírita do Brasil, fundado em 31 de Janeiro de 1907, por Eurípedes Barsanulfo. Nessa época, as crianças pobres da cidade eram mantidas no Colégio através da ajuda de pessoas influentes. A benfeitora de Carolina Maria de Jesus foi a senhora Maria Leite Monteiro de Barros, pessoa para quem a mãe de Carolina trabalhava como lavadeira. Mesmo diante todas as mazelas, perdas e discriminações que sofreu em Sacramento, por ser negra e pobre, Carolina revela através de sua escritura a importância do testemunho como meio de denúncia sócio-política de uma cultura hegemônica que exclui aqueles que lhe são alteridade. Carolina de Jesus até hoje é um figura incômoda para a elite brasileira, revela sem disfarces nossos preconceitos e injustiça social e, por isso, foi relegada ao segundo plano das letras nacionais. A obra mais conhecida, com tiragem inicial de dez mil exemplares esgotados na primeira semana, e traduzida em 13 idiomas nos últimos 35 anos é Quarto de Despejo. Essa obra resgata e delata uma face da vida cultural brasileira quando do início da modernização da cidade de São Paulo e da criação de suas favelas. Face cruel e perversa, pouco conhecida e muito dissimulada, resultado do temor que as elites vivenciam em tempos de perda de hegemonia. Essa literatura documentária de contestação, tal como foi conhecida e nomeada pelo jornalismo de denúncia dos anos 50-60, é hoje a literatura das vozes subalternas que enunciam-se, a partir dos anos 70, pelos testemunhos narrativos femininos. Alguns fatos são chocantes, como os donos de restaurantes envenenando seus restos de comida para os mendigos não comerem, mas há muito poucas novidades em questão de pobreza pra alguém que cresceu no Rio de Janeiro da década de 90. O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora. Quem passa fome aprende a pensar no proximo, e nas crianças. Carolina morreu três anos antes da fundação do PT.
Escrito por Ana Frank às 10h47 PM [ ] [ envie esta mensagem ] Direitos das mulheres s ão discutidos na sede da ONU
A adoção de políticas que realmente garantam a consolidação dos direitos das mulheres foi tema da abertura da 39ª sessão da Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra Mulheres (Cedaw). A sessão iniciada na última quarta-feira (25), na sede da ONU, teve discurso da ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Brasil, Nilcéa Freire, que alertou sobre a situação da mulher no país. Escrito por Ana Frank às 08h09 PM [ ] [ envie esta mensagem ] A mulher das revistas
Rosely Sayão Que mulher consegue se encaixar no perfil de leitoras traçado pelas revistas femininas? Para tentar apreender que mulher é essa -a quem as revistas destinam seus trabalhos-, por dois meses acompanhei as edições de várias delas. A primeira coisa que percebi é que essa mulher precisa lidar com uma grande contradição, já que a mesma edição que fala exaustivamente de dietas e faz apologia do corpo magro também oferece receitas ma-ra-vi-lho-sas de delícias engordativas. Em resumo: as revistas colocam suas leitoras num círculo vicioso porque estimulam o apetite e, ao mesmo tempo, afirmam que é preciso emagrecer. Uma mesma edição, por exemplo, dá uma receita de macarrão com creme de leite e fala sobre uma dieta de alimentos crus. Mas que coisa, não? Outra característica que salta aos olhos já na capa das revistas é que as mulheres devem apreciar os números que revelam grandes quantidades -menos na balança, é claro. Sempre há chamadas que apontam 365 maneiras de se vestir bem para uma entrevista de emprego ou para seduzir um homem, 68 dicas para se manter sempre jovem, 43 idéias para renovar o visual, 87 cortes de cabelo, 13 formas de superar as crises no relacionamento amoroso etc. Ah! Além disso, as mulheres devem ser práticas, realistas e bem objetivas. O que há de oferta de guias práticos, passo-a-passo e check-list dos mais variados assuntos, inclusive relacionamento familiar, é uma coisa incrível. As revistas imaginam que as mulheres querem saber como viver porque não querem perder tempo pensando na questão, e essa idéia certamente foi inspirada em publicações estadunidenses que usam e abusam do "how to do" que por lá faz sucesso. Na mesma linha da objetividade, há os testes, que proliferam nessas revistas. Teste para a mulher descobrir se conhece os homens, se é ciumenta, se mostra segurança, se está pronta para um relacionamento, se dá tudo de si para subir na vida, se sabe poupar, se é isso ou aquilo. Influência dos tempos em que a psicologia cultuava os testes e resultados? Pode ser. Portanto, nas linhas e nas entrelinhas, o que as revistas apontam é que a mulher é narcisista por excelência e que toda a vida dela tem a ver com gente famosa, decoração, moda e beleza, corpo malhado, dietas, lazer, profissão, sexo, sexo, sexo e relacionamento amoroso e familiar no sentido mais vulgar que podemos ter disso. Para essas revistas, a mulher não se angustia com a vida como ela é, não tem dúvidas existenciais, sofre porque não sabe como viver sem sofrer, não fica inquieta ou perplexa com seu tempo, não tem conflitos, não persegue utopias, não tem senso crítico e tampouco inteligência. É: de modo geral, a conclusão a que chego é que a maioria dessas revistas não respeita a inteligência de suas leitoras. Escrito por Ana Frank às 09h10 AM [ ] [ envie esta mensagem ] |
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