TEMPLATE ERROR Current Date: Sun Aug 17 11:40:02 BRT 2008 URL : Skin : Last Modify : Wed Dec 31 21:00:00 BRT 1969 File Name : Line : 46 Errors : Error: Block not closed: uol.tpl.StatementELSE Ana Frank - UOL Blog


Viviane Mosé

 

 

Viviane Mosé é psicóloga, psicanalista, doutora em filosofia e escritora. Entre os livros publicados estão Toda Palavra e Pensamento no Chão. Apresenta o quadro Ser ou Não Ser no programa Fantástico, da Rede Globo, onde explica e desmistifica pensamentos complexos da filosofia.

O primeiro texto que escreveu sobre Nietzsche, se chamava "Nietzsche, Artaud e a Arte", foi a monografia de graduação em 1987. A frase "acho que a vida anda passando a mão é mim", é profundamente marcada por esta influência, mas não intencionalmente ao eterno retorno, e sim à relação íntima que Nietzsche estabeleceu com a vida, que nele diz respeito às intensidades, ao choque de forças, e não à cultura. Ao mesmo tempo percebo que "a vida anda passando", percebo que estou morrendo. E esta idéia, a de morte, não me parece tão ruim.

Como é fazer amor com o tempo

por falar em sexo quem anda me comendo
é o tempo
na verdade faz tempo mas eu escondia
porque ele me pegava à força e por trás
um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo
se você tem que me comer
que seja com o meu consentimento
e me olhando nos olhos
acho que ganhei o tempo
de lá pra cá ele tem sido bom comigo
dizem que ando até remoçando

É comê-lo ao mesmo tempo em que ele me come. Olha-lo nos olhos e pedir que me presenteie com sua sabedoria. É pedir que me conte seus segredos. Que sopre coisas em meu ouvido. É parar de lutar contra ele. É perceber sua beleza, mesmo quando dor. Nietzsche musicou um poema de Lou Salomé, que termina mais ou menos assim (não tenho aqui a referência literal): "vida, quando não tiver mais nada a me dar, me dê sua dor". Acho esta a máxima afirmação do tempo. Tempo é vida.

 



Escrito por Ana Frank às 07h01 PM [   ] [ envie esta mensagem ]





Mulheres faturam 30% mais com franquias do que homens

 

 

As franquias operadas por mulheres têm faturamento 30% maior do que as lojas que têm homens no comando, de acordo com pesquisa `Perfil do Franqueado Brasileiro`, da Rizzo Franchise.

O estudo, realizado com dados dos últimos dois anos, aponta ainda que a participação das mulheres em franquias aumentou de 20% para 50% nos últimos 5 anos e já representam 38% do total de empreendedores do país e 42% do total de franqueados em todo o território nacional.

A pesquisa também aponta que 73% dos dos franqueadores identificaram que as mulheres possuem um padrão operacional 45% maior que os homens.

A Companhia do Grelhado é um exemplo de empresa que seleciona apenas mulheres como franqueadas. O restaurante, que vai abrir 198 franquias no Brasil nos próximos 10 anos, iniciou a expansão por Goiânia e Brasília.

Para abrir uma franquia da Companhia do Grelhado é necessário dispor de um investimento de R$ 225 mil. O retorno do investimento está estimado em 25 meses.

 

Fonte: Folha Online, 1 de agosto de 2007.

 



Escrito por Ana Frank às 07h09 PM [   ] [ envie esta mensagem ]





Pratibha Patil

 

 

Pratibha Patil, uma advogada de 72 anos, foi eleita, com dois terços dos votos, para um cargo basicamente honorífico, Presidenta substituindo Abdul Kalam, de 75 anos, considerado como o pai do programa balístico da Índia.

"A Índia está no limiar de uma nova era de progresso, pelo que se impões viver e progredir de uma maneira concertada", disse a nova Presidente no seu discurso perante o Parlamento, antes de seguir para o Palácio Presidencial.

Ela era até agora governadora do estado do Rajasthan , no nordeste da Índia, e foi proposta como candidata presidencial por Sónia Gandhi, dirigente do Partido do Congresso, o partido no poder.


Mas a sua eleição fez renascer as esperanças de milhões de mulheres que vivem num país onde sofrem de extrema discriminação.

Na Índia o chefe de Estado tem poucos poderes, mas pode assumir um papel decisivo na formação do governo federal e nos governos estatais. A política internacional é da responsabilidade do primeiro-ministro, cargo ocupado desde 2004 por Manmohan Singh, do Partido do Congresso.

O governo já foi chefiado por uma mulher, Indira Gandhi, entre 1966 e 1977 e de novo entre 1980 e 1984, quando foi assassinada. Ela era filha de Jawaharlal Nehru, um dos fundadores da Índia independente.



Escrito por Ana Frank às 09h26 PM [   ] [ envie esta mensagem ]





Carolina Maria de Jesus

 

 

Carolina Maria de Jesus nasceu a 14 de Março de 1914 em Sacramento, estado de Minas Gerais, cidade onde viveu sua infância e adolescencia foi mãe de três filhos: João José de Jesus, José Carlos de Jesus e Vera Eunice de Jesus Lima. Faleceu em 13 de Fevereiro de 1977, com 62 anos de idade e foi sepultada no Cemitério da Vila Cipó, cerca de 40 Km do centro de São Paulo.

Carolina morava em uma favela, era negra, catadora de papel e mantinha um diário. Descoberta por um repórter, que editou e publicou seus diários no começo da década de 60, ela virou uma celebridade. O livro foi traduzido em diversas línguas. Carolina, entretanto, tinha a língua afiada, desagradou a esquerda e a direita, acabou sendo esquecida e morreu na pobreza.

Quanto a sua escolaridade em Sacramento, provavelmente foi matriculada em 1923, no Colégio Allan Kardec, primeiro Colégio Espírita do Brasil, fundado em 31 de Janeiro de 1907, por Eurípedes Barsanulfo. Nessa época, as crianças pobres da cidade eram mantidas no Colégio através da ajuda de pessoas influentes. A benfeitora de Carolina Maria de Jesus foi a senhora Maria Leite Monteiro de Barros, pessoa para quem a mãe de Carolina trabalhava como lavadeira.

Mesmo diante todas as mazelas, perdas e discriminações que sofreu em Sacramento, por ser negra e pobre, Carolina revela através de sua escritura a importância do testemunho como meio de denúncia sócio-política de uma cultura hegemônica que exclui aqueles que lhe são alteridade.

Carolina de Jesus até hoje é um figura incômoda para a elite brasileira, revela sem disfarces nossos preconceitos e injustiça social e, por isso, foi relegada ao segundo plano das letras nacionais.

Mesmo diante todas as mazelas, perdas e discriminações que sofreu em Sacramento, por ser negra e pobre, Carolina revela através de sua escritura a importância do testemunho como meio de denúncia sócio-política de uma cultura hegemônica que exclui aqueles que lhe são alteridade.

A obra mais conhecida, com tiragem inicial de dez mil exemplares esgotados na primeira semana, e traduzida em 13 idiomas nos últimos 35 anos é Quarto de Despejo. Essa obra resgata e delata uma face da vida cultural brasileira quando do início da modernização da cidade de São Paulo e da criação de suas favelas. Face cruel e perversa, pouco conhecida e muito dissimulada, resultado do temor que as elites vivenciam em tempos de perda de hegemonia.

Essa literatura documentária de contestação, tal como foi conhecida e nomeada pelo jornalismo de denúncia dos anos 50-60, é hoje a literatura das vozes subalternas que enunciam-se, a partir dos anos 70, pelos testemunhos narrativos femininos.

Alguns fatos são chocantes, como os donos de restaurantes envenenando seus restos de comida para os mendigos não comerem, mas há muito poucas novidades em questão de pobreza pra alguém que cresceu no Rio de Janeiro da década de 90.
O português capenga de Carolina é uma denúncia à injustiça e desigualdade de nosso país.

Trecho do livro um momento tristemente cômico:

O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora. Quem passa fome aprende a pensar no proximo, e nas crianças.

Carolina morreu três anos antes da fundação do PT.

 



Escrito por Ana Frank às 10h47 PM [   ] [ envie esta mensagem ]





Direitos das mulheres são discutidos na sede da ONU

 

A adoção de políticas que realmente garantam a consolidação dos direitos das mulheres foi tema da abertura da 39ª sessão da Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra Mulheres (Cedaw). A sessão iniciada na última quarta-feira (25), na sede da ONU, teve discurso da ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Brasil, Nilcéa Freire, que alertou sobre a situação da mulher no país.

Dados da fundação Perseu Abramo, mostram que aproximadamente dois milhões de mulheres são espancadas por ano no Brasil e que mais de seis milhões já sofreram algum tipo de violência física pelo menos uma vez. No entanto, estima-se que somente 10% das vítimas de violência denunciam o ato.

A integrante da Sempre Viva Organização Feminina (SOF), Sônia Coelho, afirma que mesmo com estes números, houve avanços na legislação que hoje considera qualquer forma de violência contra a mulher um crime.

"No caso da violência doméstica, a mulher denunciava e depois a punição para aquele agressor era o pagamento de uma cesta básica para alguma instituição de caridade. Então, ocorria que as mulheres acabavam se sentindo mais humilhadas com a punição que aquele homem sofria do que com a violência que sofreram".

Um dos avanços na legislação foi a aprovação da lei Maria da Penha que prevê pena de até três anos de prisão em casos de agressões física ou moral.



Escrito por Ana Frank às 08h09 PM [   ] [ envie esta mensagem ]





A mulher das revistas

 

Rosely Sayão

Que mulher consegue se encaixar no perfil de leitoras traçado pelas revistas femininas? Para tentar apreender que mulher é essa -a quem as revistas destinam seus trabalhos-, por dois meses acompanhei as edições de várias delas.

A primeira coisa que percebi é que essa mulher precisa lidar com uma grande contradição, já que a mesma edição que fala exaustivamente de dietas e faz apologia do corpo magro também oferece receitas ma-ra-vi-lho-sas de delícias engordativas. Em resumo: as revistas colocam suas leitoras num círculo vicioso porque estimulam o apetite e, ao mesmo tempo, afirmam que é preciso emagrecer. Uma mesma edição, por exemplo, dá uma receita de macarrão com creme de leite e fala sobre uma dieta de alimentos crus. Mas que coisa, não?

Outra característica que salta aos olhos já na capa das revistas é que as mulheres devem apreciar os números que revelam grandes quantidades -menos na balança, é claro. Sempre há chamadas que apontam 365 maneiras de se vestir bem para uma entrevista de emprego ou para seduzir um homem, 68 dicas para se manter sempre jovem, 43 idéias para renovar o visual, 87 cortes de cabelo, 13 formas de superar as crises no relacionamento amoroso etc.

Ah! Além disso, as mulheres devem ser práticas, realistas e bem objetivas. O que há de oferta de guias práticos, passo-a-passo e check-list dos mais variados assuntos, inclusive relacionamento familiar, é uma coisa incrível. As revistas imaginam que as mulheres querem saber como viver porque não querem perder tempo pensando na questão, e essa idéia certamente foi inspirada em publicações estadunidenses que usam e abusam do "how to do" que por lá faz sucesso.

Na mesma linha da objetividade, há os testes, que proliferam nessas revistas. Teste para a mulher descobrir se conhece os homens, se é ciumenta, se mostra segurança, se está pronta para um relacionamento, se dá tudo de si para subir na vida, se sabe poupar, se é isso ou aquilo. Influência dos tempos em que a psicologia cultuava os testes e resultados? Pode ser.

Mas a imagem da mulher como um ser que passa a maior parte de seu tempo pensando em sexo, em como seduzir, em como ser e parecer sensual, em como dar e ter prazer, em como superar "a outra" de seu par na cama e coisas desse tipo é o que mais evidencia a idéia estereotipada e desgastada de mulher que norteia essas publicações. As revistas transpiram sexo, e assim o é porque certamente acreditam que assim são ou devem ser as mulheres.

Portanto, nas linhas e nas entrelinhas, o que as revistas apontam é que a mulher é narcisista por excelência e que toda a vida dela tem a ver com gente famosa, decoração, moda e beleza, corpo malhado, dietas, lazer, profissão, sexo, sexo, sexo e relacionamento amoroso e familiar no sentido mais vulgar que podemos ter disso.

Para essas revistas, a mulher não se angustia com a vida como ela é, não tem dúvidas existenciais, sofre porque não sabe como viver sem sofrer, não fica inquieta ou perplexa com seu tempo, não tem conflitos, não persegue utopias, não tem senso crítico e tampouco inteligência. É: de modo geral, a conclusão a que chego é que a maioria dessas revistas não respeita a inteligência de suas leitoras.



Escrito por Ana Frank às 09h10 AM [   ] [ envie esta mensagem ]



 


 
     
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, INTERLAGOS, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Arte e cultura, Animais, Livros/Musica
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