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Aborto começa a ser discutido com seriedade Brasileiros não conhecem realidade do aborto no país, avaliam feministas Brasília - Agência Brasil
A falta de informação é o principal motivo que leva a maioria dos brasileiros a se posicionar contra o aborto, na avaliação de integrantes de movimentos feministas que são favoráveis ao aborto no Brasil. Segundo Dulce Xavier, do movimento Católicas Pelo Direito de Decidir, as pessoas não levam em conta a dificuldade de acesso aos métodos contraceptivos e a violência sexual contra as mulheres, o que leva, muitas vezes, a uma gravidez indesejada. Escrito por Ana Frank às 08h55 PM [ ] [ envie esta mensagem ] Ela explica que a função dos católicos não é julgar as mulheres que recorrem ao aborto. "Nenhum ser humano cristão deve julgar a atitude dos outros, ao contrário, deve acolher e demonstrar a sua solidariedade com essas pessoas que estão num momento difícil da vida", afirma Xavier.
Escrito por Ana Frank às 08h51 PM [ ] [ envie esta mensagem ] A deputada gaúcha Luciana Genro acredita que a realização de um plebiscito sobre o tema seria a forma mais democrática de decidir a questão, mas ressalta que ele deveria ser precedido por um amplo debate onde todas as partes pudessem se expressar. Para ela, a discussão na sociedade brasileira ainda não está madura. "Justamente por isso é que precisamos fazer o debate, para que a população possa se posicionar de forma tranqüila e equilibrada sobre o assunto, sabendo que a opção pela fé religiosa é um direito de cada um, mas que isso não pode impor ao conjunto da sociedade a sua opinião". "Ninguém quer impor um conceito que não está maduro na sociedade. Abrir essa discussão é o primeiro passo e a partir disso nós vamos poder evoluir para pensar qual a melhor forma de tomar uma decisão argumenta. Fonte: http://www.ipcdigital.com/ver_noticiaA.asp?descrIdioma=br&codNoticia=6637&codPagina=6903&codSecao=368
Escrito por Ana Frank às 08h51 PM [ ] [ envie esta mensagem ] Ligue 180 comemora um ano de serviço
Central de atendimento à mulher funciona 24 horas, diariamente, e pode ser acionada de qualquer telefone em todo o Brasil O serviço Ligue 180 comemorou um ano de funcionamento ininterrupto (24 horas) em 17 de abril, depois de ter passado por um período de implementação, iniciado em 25 de novembro de 2005. De qualquer telefone no país as mulheres podem ligar gratuitamente para receber informações sobre questões jurídicas e orientações a respeito de delegacias especializadas, postos de saúde, casas abrigos etc. A Central opera em sigilo e registra ligações sobre agressões físicas, psicológicas, violência sexual, assédio sexual e moral, atentado ao pudor, estupro, tráfico de mulheres para fins de exploração. “Nós não recebemos a denúncia, porque isso é feito na delegacia”, esclarece a secretária-adjunta da SPM, Teresa Soares. “E os dois tipos de violência mais freqüentes são a física e a psicológica, onde o homem faz ameaças e perseguições”, completa. Segundo as estatísticas, Pernambuco é o estado que registra maior número de assassinatos de mulheres, no Brasil: “Só no primeiro trimestre do ano, uma mulher e meia foram mortas por dia em Pernambuco”, informa a secretária-adjunta. Os relatórios mensais do atendimento são enviados às coordenadorias e assessorias da mulher em 15 estados e em 110 municípios. Nos outros lugares, o documento é encaminhado aos governos, Ministério Público e secretarias de segurança. Fonte:SPM
Escrito por Ana Frank às 11h14 PM [ ] [ envie esta mensagem ] AUDIÊNCIA PÚBLICA A MULHER NA TELEVISÃO BRASILEIRA
objetivando obter informações e propostas em relação ao documento
entregue por diversas organizações da sociedade civil, intitulado “manifesto das mulheres pelo direito de resposta à TV” Dia: 23 de Abril de 2007 Horário: das 14:00 às 18:00 horas Local: Auditório da Procuradoria da República em São Paulo Rua Peixoto Gomide, nº 768 – térreo – Cerqueira César – São Paulo/SP
Escrito por Ana Frank às 12h45 PM [ ] [ envie esta mensagem ] Mulheres que fazem à Diferença!
Sarlidei, 41 anos, corpo e músculos de 25, nasceu num acampamento na Bolívia. Alcides, seu pai, trabalhava na construção da ferrovia que vai do Brasil até Santa Cruz de la Sierra e casou com a boliviana Aurora, 16 anos mais jovem. Tiveram sete filhos. "Moramos em várias regiões do Pantanal e aprendemos a nadar, carpir, plantar, colher, pescar e caçar. Meu pai me deu a primeira linhada quando eu tinha 11 anos."Adolescente, mudou com a família para Corumbá e completou o ensino médio. Vivia no meio dos rapazes jogando basquete, handebol, futebol de salão e de campo. Mas não era namoradeira. Casou aos 18 com o primeiro namorado só porque a mãe a obrigou: teve três filhos e ficaram juntos oito anos. "Ele era lindo, mas alcoólatra e ciumento - e as mulheres vinham buscá-lo no portão de casa. Quando brigava, quebrava tudo. Um dia, ele disse que eu não prestava. Arrumei a bagagem, peguei as crianças e fui pra casa da minha mãe." Sarlidei montou um salão de beleza em Ladário, município colado a Corumbá, e pescava nas horas de folga. Um ano depois, conheceu o segundo marido. Foi um grande amor. Tiveram dois filhos lindos. "Mas um homem que me desejava e para quem eu não dava a menor bola foi dizer que eu o traía. Era mentira, sou fiel - mas meu marido resolveu me trair. Discutimos e ele me mandou ir embora. Então eu fui, ora!"
Escrito por Ana Frank às 11h14 AM [ ] [ envie esta mensagem ] A ROTINA É PUXADA
No início, Sarlidei pescava de dia. Devido ao calor, passou a pescar à noite. Ela carrega lanterna, faca, alicate, corda, remédios para dor de cabeça, álcool e antiinflamatórios. E pesca sempre com um parceiro homem - todos trabalham em dupla. "Eles sabem que não estou ali para brincar e não me esculacham nem 'tiram farinha' (passam cantada). Meu barco de alumínio tem 7 metros e alugo motor de popa de 25 HP. Mas saio bastante com a chalana de madeira, a remo, porque aí só gasto dinheiro com o gelo e o lucro aumenta." Um ganho bom é trazer de 100 a 200 quilos de peixe. Ela explica que há vários tipos de pesca: a de bóia é feita de dia com 20 latas de óleo, uma braçada de fio e a bóia chumbada; a de linhada, com uma linha de náilon chumbada; na pescada de batida, um pescador rema e o outro bate a linha na água. "Saio para pescar às 8 da noite e vou até 6 da manhã. Durmo de dia, em acampamento ou barraca no mato. Os homens brincam, mas ninguém me rala a mão. Eles têm medo porque sabem que sou forte, tenho 1,74 metro, peso 72 quilos e grande parte disso é músculo. Levanto bote sozinha, carrego motor de popa, sacos de peixes." Ela conta que chega a remar 16 quilômetros numa noite. Pescar de rede é proibido: é predatório, considerado crime ambiental. "A polícia ambiental baixa nos acampamentos e mede os peixes. É que rede pega tudo, e não se pode pescar filhote nem peixe abaixo das medidas mínimas, 55 centímetros para o pacu e 80 para o pintado e o dourado. Você acostuma, percebe quando está abaixo disso e devolve ao rio." O pintado vale 8 reais o quilo, pacu 7, dourado 4, piranha e a dúzia do bagre 4 reais. "Vendo para colegas e amigos, direto ao consumidor. Para restaurante, só se ficar pelo menos oito horas no freezer."
Escrito por Ana Frank às 11h13 AM [ ] [ envie esta mensagem ] HISTÓRIA DE PESCADORA Sarlidei ainda treme ao lembrar que, em outubro, passou pela sua pior experiência como pescadora. Após quatro dias com Robertinho, filho de um amigo, na região do Castelo, tinham 90 quilos de pintado, pacu e palmito - que renderiam 400 reais para cada um. Eles iam subir o rio remando. O dia estava bonito, com nuvens esparsas. "Achei que só choveria de madrugada e decidi sair às 6 da tarde para chegar em casa à meia-noite." Mas, duas horas depois que partiram, começou a ventar forte, a levantar ondas de meio metro e desabou um temporal. Tiveram de "atracar" sobre os camalotes, aquelas plantas aquáticas de beira de rio, em busca de proteção. "Podia subir jacaré ou cobra no barco por causa dos peixes. Estávamos ensopados, no escuro. Luz, só quando caíam raios. Eu rezava para Santa Rita de Cássia, Nossa Senhora Aparecida..." De repente, Robertinho disse que estava sentindo um bicho na perna - ela estava na proa, o rapaz na popa.Sarlidei acendeu a lanterna e viu uma sucuri entre eles. Pediu que ele tirasse a perna devagar, pois a cobra queria o peixe. "Ele tirou e se levantou. Passei-lhe um remo, ele pegou a cobra e a jogou no rio. Tremia tanto que a chalana balançava!" Mas a sucuri voltou. "Pedi a peixeira, falei para ele levantá-la com o remo e matei-a separando a cabeça do pescoço com três golpes de peixeira. Se subisse um jacaré grande, teríamos morrido, porque a chalana vira com o peso." Os dois ficaram ali quase a noite inteira esperando o temporal passar. "Quando a chuva virou uma garoa forte, começamos a remar contra o vento, parando toda hora na margem. Foi um sufoco. Chegamos às 7 da manhã em casa, absolutamente exaustos!" Fonte http://claudia.abril.com.br/mulheresdobrasil/reportagens/boa_isca.shtml
Escrito por Ana Frank às 11h12 AM [ ] [ envie esta mensagem ] |
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