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Primeiro casamento orgânico do mundo
O Parque Trianon será palco neste domingo de pascoa à um acontecimento inusitado: um casamento. Os noivos vão se casar em meio a cedros, jatobás e jequitibás centenários e gigantescos. E mais, a cerimônia que vai unir Sabrina Campos e Rafael Velasco Megías vai virar documentário a ser apresentado no 25º Festival de Filmes de Chicago. O documentário será feito com base na visão que um garoto de 5 anos terá do casamento. Trata-se de Gabriel, de 5 anos, filho de Sabrina, que chegará com a mãe para a cerimônia a bordo de uma bicicleta. A idéia é vender como modelo um casamento ecologicamente correto. Segundo Sabrina, será a primeira cerimônia deste tipo no mundo. Engajados em projetos sociais, os noivos escolheram o Trianon também pela facilidade de acesso para deficientes, que estão na lista de convidados especiais. Nada de cetim, rendas, miçangas ou seda no vestido da noiva. Sabrina vestirá um modelito confeccionado com tecido obtido de fios de garrafas PET. O cabelo, a maquiagem e a manicure da noiva ficarão sob a responsabilidade de jovens carentes, que fazem parte de um projeto social. Quem dará as bênçãos aos noivos será o avô de Sabrina, que tem 84 anos e até prometeu cantar um tango que compôs em homenagem à sua esposa, celebrando além da união de Sabrina e Rafael, seus 50 anos de casamento. Não serão servidas bebidas alcoólicas e a comida será feita com alimentos naturais e orgânicos. Louça e prataria para servir o banquete? Nem pensar. Os pratos, copos e talheres que serão usados são feitos de batata e amido e são totalmente biodegradáveis. A união ecologicamente correta conta com apoio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Cidade de São Paulo e com a participação de quatorze empresas e de doze ONGs e terá algumas características incomuns em festas de casamento. Entre as curiosidades estão as alianças do casal, feitas de casca de coco, além do vestido da noiva, que é feito com fios de garrafas PET (confeccionado pelas costureiras do Projeto Arrastão - ONG). O cabelo, a maquiagem e a manicure da noiva serão feitos por jovens do projeto Tesourinha. Outra curiosidade são os convites: foram enviados apenas por e-mail para economizar papel. Além disso, o menu da cerimônia será baseado em alimentos naturais e orgânicos. O que mais preocupa os noivos não são os penetras, mas a possibilidade de algum desavisado fumar durante a cerimônia. Convidados não faltarão. O casamento segue o ritual das celebridades e conta até com assessoria de imprensa. Para que nada dê errado, o ritual já foi até testado. - Fizemos dois ensaios no parque aos domingos e as pessoas foram extremamente receptivas. Até dancei com um morador de rua no último ensaio - conta Sabrina. A música da festa fica por conta de uma família de moradores de rua, acompanhados de quinze jovens de baixa renda vindos de várias partes da cidade. Eles tocarão instrumentos feitos de material reciclado, completando os sons ambientes das aves silvestres que vivem no parque, como rolinhas, periquitos, pica-paus, bem-te-vis, e sabiás laranjeiras.
Escrito por Ana Frank às 08h04 PM [ ] [ envie esta mensagem ] Elisiane Brites
Usina,hidroeletrica,geração e energia são palavras femininas.Tem tudo haver com Itaipu, onde as mulheres tem o mesmo direito e oportunidades que os homens .O programa de equidade de gênero garante que as mulheres maior participação de cargos em chefia A Usina Hidrelétrica de Itaipu, é a maior em produção de energia no mundo, é um empreendimento binacional desenvolvido pelo Brasil e pelo Paraguai no Rio Paraná, chega a custar 190 millões de dolares. Basta um erro dos tecnicos para provocar um apagão no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Tamanha responsabilidade acarreta altas exigencias na hora de treinar e contratar o pessoal. Por decadas, os operadores das duas nacionalidades foram do sexo masculino. Itaipu é metade brasileira, metade paraguai. Mulheres sempre trabalharam em Itaipu mas nunca tiveram chance em setores ligados diretamente à produção. Quem quebrou essa tradição foi Elisiane Brites única mulher entre os 120 operadores da hidroeletrica. No centro de operação, o coração da usina, sua rotina é uma sequencia de responsabilidade. Observa uma serie de painéis indicativos e participa da manobra como regular o fluxo do vertedouro quando a agua excedente é expulsa , formando um dos espetaculos mais apreciados de Itaipu..Ela monitora ainda unidades geradoras de energia , dispostas em um sala de máquinas de um kilômetro de extensão .O espaço é tao amplo que os operadores usam bicicleta para se locomover ,também checa níveis de agua pressões ,temparatura , mediçoes de potências e outros quesitos técnicos. Com 17 anos Elisiane Brites chegou a Foz de Iguaçu para fazer estágio técnico na gigante Itaipu.Ela demostrou determinaçao e se destacou na tarefas exigidas ,depois prestou concurso para trainee , passando um ano em 2001 foi efetivada .No momento de contrata-la a direçao de operaçoes da hidro,elétrica ficou receiosa .O pessoal tinha duvidas se a moça se adaptaria ao ambiente francamente masculino e ao regime de turnos o que incluia trabalhar de madrugada . Elisiane tirou tudo de letra pois, adora a sua profissão e não se importa se é de manhã de noite ou de madrugada esta cursando o ultimo ano de engenhari civil e quer fazer carreira dentro da usina.Outro tremor da direçao era que a moça no futuro arrumasse um marido que viesse a implicar com seu trabalho ,isso não aconteceu e se depender da convicçao da operadora não acontecerá pois, se tivesse que escolher ente um namorado e a Itaiupu ela ficaria com a Itaipu. Todos estao satisfeitos com sua performance pois tem capacidade de detectar em um equipamento problemas ainda em pontos embrionários, o que seria talvez a chamada intuição feminina.Seus colegas operadores só tem elogio para ela todos são unânimes e, dizer que o ambiente no centro de operações ficou mais leve .Com a presença feminina , nossa educaçao melhorou , falamos menos palavrões diz um dos funcionários da empresa .Elisiane aprendeu muito com seus colegas homens ,pois eles são bastante objetivos e respeitosos para com ela . Elisiane tem apenas 23 anos mora sozinha tinha um cachorro foi roubado, quando não esta trabalhando nem estudando fica em casa assistindo tv ou na internet ouvindo musica. Elisiane diz: não é porque a gente nasce mulher que é menos do que os homens. As mulheres podem fazer o que quiserem.
Escrito por Ana Frank às 05h33 PM [ ] [ envie esta mensagem ] Fundação A Arte de Viver
A fundação A Arte de Viver dedica-se a trazer o conhecimento milenar Índia aplicado de maneira simples e eficiente para as necessidades do homem moderno. As técnicas ensinadas nos cursos da Arte de Viver são ferramentas preciosas para eliminar o estresse, trazer clareza mental e ajudar a lidar com emoções negativas. Endereço : Rua Labioriosa, 89 (travessa da rua do Wizard) – Vila Madalena.
Escrito por Ana Frank às 01h29 PM [ ] [ envie esta mensagem ] Vamos crucificar a negra?
FÁTIMA OLIVEIRA Fui espectadora atenta do affaire ministra Matilde Ribeiro e do affaire rabino Henry Sobel, duas personalidades pelas quais tenho enorme e profundo respeito, decorrente da história de vida de ambos, cuja marca é o empenho pela democracia e pelos direitos humanos. Fui É nítida a disparidade de tratamentos da grande mídia nos dois casos. Também vale à pena mirar como cada setor de pertencimento de ambos reagiu. Em que consistiu o affaire ministra Matilde Ribeiro? Nos 200 anos da proibição do comércio de escravos pelo Império Britânico, ela concedeu entrevista à rádio BBC de Londres (BBC Brasil). BBC: “Como o Brasil se coloca no contexto internacional? O Brasil gosta de pensar que não tem discriminação e gosta de se citar como exemplo de integração. É assim que a senhora vê a situação?” : “Chegaram os europeus numa terra de índios, aí chegaram os africanos, que não escolheram estar aqui, foram capturados e chegaram aqui como coisa. Os indígenas e os negros não eram os donos das armas, não eram os donos das leis, não eram os donos dos bens de consumo. A forma que encontraram para sobreviver não foi pelo conflito explícito. No Brasil, o racismo não se dá por lei, como foi na África do Sul. Isso nos levou a uma mistura. Aparentemente, todos podem usufruir de tudo, mas na prática há lugares onde os negros não vão. Há um debate se aqui a questão é racial ou social. Eu diria que é as duas coisas”. BBC: “E no Brasil tem racismo também de negro contra branco, como nos Estados Unidos?” Ministra: “Eu acho natural que tenha. Mas não é na mesma dimensão que nos EUA. Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. Racismo é quando uma maioria econômica, política ou numérica coíbe ou veta direitos de outros. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou”. A versão que caiu em domínio público foi que a ministra incitou o racismo e colocou em risco a decantada harmonia racial do Brasil. Fala-se que até os ataques aos estudantes africanos da UnB resultam da fala da ministra. É infâmia demais! E, pior, que ela provocou um “desconforto” (qual?) no governo, tanto que integrantes do primeiro escalão silenciaram. Exceto o vice-presidente, que a defendeu, mas escorregou numa casca de banana. O silêncio fala... A Secretaria emitiu nota em defesa da ministra, que a imprensa ignora e pede sua “cabeça”. Que o presidente Lula não sucumba à pressão, cujo alvo são as cotas raciais/étnicas. E o affaire rabino Henry Sobel Em nota, afirmou que “jamais teve a intenção de furtar qualquer objeto em toda a sua vida; está habituado a enfrentar crises e acusações de que possa se defender; e que não admite que tentem desqualificar os valores morais que sempre defendeu”. Exige respeito. Está certo. A nota foi referendada pela Congregação Israelita Paulista. Não há um só judeu que se atreva a dizer o contrário. Nem os declarados desafetos do rabino. Isso tem nome: chama-se solidariedade. A mídia acatou a versão da não intencionalidade do ocorrido. Em Fala agora de um suposto súbito distúrbio de comportamento. Como se permite que alguém com diagnóstico de diminuição do livre- arbítrio e da autonomia viaje sozinha? Minha pergunta é por que se acredita no rabino e tenta-se crucificar a ministra? Fátima Oliveira é médica Fonte: http://www.otempo.com.br/opiniao/lerMateria/?idMateria=84612 Escrito por Ana Frank às 09h09 AM [ ] [ envie esta mensagem ] |
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