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MEXICO RUMO AO ABORTO LEGAL!
O México pode ser o terceiro país da América latina a tornar o aborto legal a pedido da mulher, juntando-se a Cuba e à Guiana. Dois projectos-lei entregues, um na Câmara Municipal da Cidade do México e outro no Parlamento Nacional, têm o apoio da maioria dos deputados. Um estudo da Universidade do México estima que neste país são praticados por ano um milhão de abortos ilegais, constituindo a quarta maior causa de morte das mulheres mexicanas. Pela primeira vez "existe um debate sério e maduro sobre esta questão, e uma forte possibilidade de o aborto ser descriminalizado, o que seria um passo muito positivo para os direitos das mulheres" declarou à IPS News Martha Júarez, porta voz de um dos movimentos pró-escolha mexicanos. Na semana passada, deputados municipais de três partidos (PRD, PRI e Partido da Alternativa) entregaram um projecto-lei na Câmara Municipal da Cidade do México que prevê a despenalização do aborto naquela cidade até às 14 semanas de gravidez. Poucos dias depois, na Terça-feira, os senadores do PRD apresentaram outro projecto-lei no Congresso nacional que permite o aborto em todo o México até às 12 semanas de gravidez. Um dos porta-vozes das organizações anti-escolha protestou: "Nós não somos contra os direitos das mulheres, mas de que direitos estamos a falar se o aborto é crime, em todos os sentidos da palavra? O Partido que governa o México (Partido de Acção Nacional - PAN) mas que não possui maioria nem no Congresso Nacional nem na Câmara da Capital, anunciou que vai organizar manifestações contra a despenalização do aborto e que tomará medidas legais para travar os projectos-lei. Contrastando com a atitude mais radical do PAN, o Presidente Felipe Calderón anunciou que respeitará as decisões tomadas pelos senadores e deputados municipais, clarificando contudo que acredita na «defesa da vida» e que considera a actual legislação - que permite na maior parte dos estados mexicanos o aborto em caso de violação, mal-formação do feto ou perigo de vida para a mulher - adequada "por agora". Um estudo da Universidade do México indica que são praticados por ano no México cerca de um milhão de abortos ilegais, o correspondente a 30% do número de gravidezes, num país com 103 milhões de abitantes. Outros estudos revelam que o aborto clandestino no México é a quarta ou quinta maior causa de morte das mulheres, mesmo nos casos permitidos por lei, já que obter a permissão legal para abortar é extremamente difícil. «Decidir se se leva a gravidez até ao fim ou não deve ser uma escolha da mulher. É um direito dela, e não tem que se obrigada a colocar a sua vida em risco para exercer esse direito», declarou Martha Juaréz, que acrescentou ainda: «Não é nossa intenção que o aborto se torne uma prática generalizada. O importante é ter um sistema público de saúde que melhore e alargue tudo o que tenha a ver com educação sexual e prevenção de gravidezes indesejadas». Estima-se que na América Latina sejam praticados 4 milhões de abortos ilegais por ano, sendo que 5 mil resultam na morte da mulher e trinta a 40 por cento dão origem a complicações de saúde. Fonte: http://www.esquerda.net
Escrito por Ana Frank às 09h18 PM [ ] [ envie esta mensagem ] Lilás - Mulheres de todas as artes
Mulheres em foco Mulheres de todas as artes foi um projeto desenvolvido por essa nova plataforma curatorial, comum às várias áreas artísticas, e voltada para o planejamento de ações culturais que serão produzidas nesses espaços a partir de agora. Juntos, os núcleos de curadoria de Artes Plásticas, Cinema, Dança, Música e Teatro programaram, de forma integrada, vários eventos e atividades para o mês de março, que culminam em um seminário em abril, cuja discussão central será o papel da mulher na cultura hoje. (...)" - Martin Grossmann (diretor).
Escrito por Ana Frank às 11h56 AM [ ] [ envie esta mensagem ] Mulheres não se reconhecem nos programas de TV
“Não devemos focar o direito de reposta a um programa ou emissora específica. Em todos os canais temos o mesmo problema, de sub-representação ou de veiculação de uma imagem estereotipada da mulher. Ou somos valorizadas da maneira inadequada, quando se quer vender algo através da nossa imagem – como acontece nas propagandas de cerveja – ou somos caricaturadas. Falta um confronto maior com a realidade, que é múltipla”, explica Rachel Moreno, da campanha “Pela Ética na TV”, uma das articulações envolvidas na ação. Em um manifesto lançado este mês para a coleta de assinaturas a serem enviadas ao Ministério Público Federal, as feministas afirmam que não se reconhecem nas produções da programação televisiva. “Pior do que isso é, na maior parte do tempo, nos sentirmos vilependiadas, ridicularizadas, usadas para promover valores, padrões e produtos os mais variados, em detrimento de nossa realidade e aspirações”, dizem no texto. “A relativa invisibilidade das mulheres trabalhadoras, intelectuais, especialistas, profissionais liberais e outras, a falta de espaço para a discussão de nossas reivindicações e ideais, bem como de nossas conquistas e das mudanças que conseguimos introduzir no mundo, perpetua a reprodução dos estereótipos limitantes que influem na formação de uma subjetividade empobrecida e resultam no rebaixamento da auto-estima das mulheres e na busca de sua afirmação através da perseguição dos modelos, valores e produtos veiculados”, continua o documento. Dossiê de violações Um dossiê com casos de violação dos direitos das mulheres pela mídia, que será entregue junto ao pedido de direito de resposta, também está sendo elaborado. Ele trará o resultado de pesquisas nacionais e internacionais sobre a imagem da mulher na TV e o impacto que este modelo de valores têm provocado nas brasileiras. Um dos estudos apresentados será o relatório de 2005 do Projeto Global de Monitoramento da Mídia, desenvolvido internacionalmente pela WACC (World Association for Christian Communication). A pesquisa mostrou que, mesmo constituindo 52% da população mundial, as mulheres aparecem em apenas 21% das notícias. Ou seja, para cada mulher que aparece no noticiário, cinco homens são retratados. No rádio este percentual é ainda menor: 17%. Quando é feita uma análise qualitativa da presença das mulheres como fonte de reportagens, a opinião feminina é retratada em somente 14% dos artigos sobre política e em 20% sobre economia, os dois temas que dominam a agenda dos países. A voz feminina também é preterida quando se trata de ouvir a opinião de especialistas: 83% deles são homens. O estudo mostrou também que há duas vezes mais reportagens que reforçam estereótipos de gênero do que matérias que os desafiam. Ao mesmo tempo, a própria desigualdade de gênero não é considerada digna de ser notícia: 96% das matérias do mundo inteiro não ressaltam este tema, sendo que as demais estão concentradas em áreas como direitos humanos, relações familiares ou ativismo feminista - assuntos que geralmente recebem pouco destaque dentro do conjunto de artigos de um veículo, em matérias predominantemente escritas por jornalistas mulheres. Sociedade deve ter acesso a uma visão diferente sobre a mulher “É preciso que a sociedade tenha acesso a uma visão diferente da que a mídia ora nos impõe. Queremos poder efetivamente usufruir de nosso direito à comunicação e mostrar a vida e a realidade das mulheres como nós a percebemos e vivemos. Queremos poder mostrar as mulheres em seus mais diversos contextos, na lida do cotidiano, em seus sonhos, em suas lutas, em suas conquistas, em suas contradições e problemas. Por isso, exigimos o nosso direito de resposta. Queremos oferecer uma alternativa a esta imagem plasmada que as emissoras de TV veiculam como sendo a única e verdadeira”, conclui o manifesto.
Escrito por Ana Frank às 11h46 AM [ ] [ envie esta mensagem ] luta interminavel!
O aborto legal, tem que ser garantido pelo estado nas melhores condições de higiene e segurança para todas as mulheres. A PL 1135 é um projeto que lida com a saúde integral e dos direitos das mulheres. Trata da interrupção da gravidez em casos determinados, não é um método contraceptivo.
NÃO EXISTE DIREITOS HUMANOS, SEM QUE OS DIREITOS DAS MULHERES SEJAM RESPEITADOS! Resposta do CONAR: Prezada Ana A auto-regulamentação publicitária é a mais elevada forma de controle ético da propaganda comercial – e apenas comercial. O Conar, por estatuto, não se ocupa da propaganda política ou político-partidária. A discussão em torno de propostas em tramitação no Poder Legislativo é de natureza totalmente política. O debate é direito legítimo de pessoas, grupo ou entidade, pró ou contra tal ou qual projeto de lei. Não será o CONAR, que repudia a censura nas comunicações, que interferirá sobre manifestações de consciência, muito mais resumos de editoriais do que anúncio publicitário, na definição do Código de Auto-regulamentação. Editoriais, aliás, que serão o foro apropriado para a discussão de questões como a contida no Projeto de Lei nº 1135/91 que serão soberanamente decididas pelos representantes eleitos pelo povo Atenciosamente GILBERTO C. LEIFERT Escrito por Ana Frank às 09h58 AM [ ] [ envie esta mensagem ] CONDIÇÃO FEMININA
Por Ligia Martins de Almeida em 20/3/2007 "Alcançar a igualdade de gêneros é um processo de esmagadora lentidão, pois desafia uma das mais profundamente arraigadas atitudes humanas. O quadro ainda é desolador, na medida que requer muito mais do que mudanças em leis ou políticas estabelecidas. A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que só em 2490 as mulheres estarão em situação de igualdade com os homens." No ranking da desigualdade, a mulher brasileira só iguala ou supera os homens nos setores em que todos são mal servidos, como saúde e educação. Em saúde, o nível de igualdade chega a 97%. E, na educação, as mulheres ganham dos homens: o nível de instrução feminino supera em 37% o masculino. Com saúde igual e educação superior, era de se supor que a mulher estivesse melhor no mercado de trabalho e conquistasse uma participação política maior. Mas são justamente esses dois tópicos que puxam o Brasil para o 67º lugar: O índice de igualdade no mercado de trabalho é de apenas 60% e as mulheres ainda ganham cerca de 30% a menos que os homens. ** A participação política das mulheres é de apenas 6%, bem abaixo do índice mundial, que é de 15%. O reflexo desta "arraigada atitude humana" pode ser medido pela forma como a imprensa trata as mulheres. Semana passada, por exemplo, o destaque recebido por uma ministra do STF não se deveu a um parecer ou decisão importante. Ela apareceu nos jornais porque ousou mudar o figurino: "Carmem Lúcia, de conjunto preto, põe fim a um tabu na mais alta corte", diz o título da matéria no Estado de S.Paulo (16/3/2007), que revela: "Pela primeira vez no Supremo Tribunal Federal (STF), uma ministra da mais alta corte do País participou de uma sessão plenária de julgamentos vestindo uma calça comprida... Carmem Lúcia surpreendeu ao aparecer no plenário com calça e casaco pretos. Os cabelos estavam, como sempre, soltos. A presidente do tribunal vestia um conjunto de saia e blusa, também pretos, e usava seu tradicional coque." Discriminação na imprensa Futilidades à parte, os jornais também reservaram um espaço para as mulheres pobres. Mas, estas, só no noticiário policial, de preferência sem foto. Foi o caso, por exemplo, de Daniele Toledo Prado, de 22 anos, que perdeu filha, parte da visão e da audição. E os direitos. É aquela moça acusada de ter colocado cocaína na mamadeira do bebê. Foi presa, apanhou e não mereceu, por parte da imprensa, uma chance de se defender. "Por causa da exposição na mídia como assassina da própria filha (e isto está dito no jornal), Daniele não sai de casa. Teme que alguém a aponte com desconfiança." A esperança, tanto para a juíza do STF como para a mocinha do interior, é que no ano de 2490 as mulheres, que terão atingido plena igualdade com os homens, serão tratadas de forma mais digna pela imprensa. A juíza, por exemplo, aparecerá na mídia por seu trabalho. Quanto à mocinha, a situação será bem diferente: terá oportunidade de se formar, conseguirá um bom trabalho e, se tiver filhos, vai ter quem cuide deles. E, em caso de doença, poderá ir a um hospital particular, onde, medicada a tempo, a criança será curada. Isso, é claro, se em 2490 ainda houver imprensa. Isso, é claro, se ainda houver gente no planeta preocupada com a igualdade entre os sobreviventes do aquecimento global. Fonte: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?msg=ok&cod=425CID001&#c Assim caminha à humanidade, no 8 de março na paulista, violência contra mulheres e crianças e deficientes fisicos em cadeiras de rodas.
Escrito por Ana Frank às 10h23 PM [ ] [ envie esta mensagem ] Tráfico sexual escraviza um milhão de mulheres
Pablo Uchoa Mais de um milhão de mulheres trabalham como escravas sexuais para redes internacionais de tráfico de pessoas, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em muitos casos até hoje, a vítima de tráfico é punida duas vezes, porque é logo deportada como imigrante ilegal. Fonte: http://noticias.uol.com.br/bbc/2007/03/26/ult36u45777.jhtm
Escrito por Ana Frank às 12h25 PM [ ] [ envie esta mensagem ] Teatro Municipal de São Paulo
Dia 27 às 18:00 hs será apresentado a primeira apresentação na história do Teatro Municipal de São Paulo da ópera cômica Rita, de Gaetano Donizetti, com entrada franca. Com os intérpretes: Naomy Schölling, soprano; Anderson de Souza, tenor; Carlos Eduardo Vieira, barítono. Direção Musical e Piano, Karin Uzun e Direção Cênica de João Malatian. A Editora da USP (Edusp) promoverá o lançamento do livro Ópera em São Paulo 1952-2005 (608 páginas R$ 120,00) de Sergio Casoy no Teatro Municipal de São Paulo. A obra é uma detalhada retrospectiva de todas as temporadas líricas do período. Você vai se surpreender!
Escrito por Ana Frank às 12h23 PM [ ] [ envie esta mensagem ] CCJ do Senado aprova plebiscito para seis temas
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu a votação do projeto de decreto legislativo, do senador Edson Camata (PMDB-ES). Seguintes temas: Legalização do aborto, financiamento público das campanhas eleitorais, união civil entre pessoas do mesmo sexo, fim do voto eleitoral obrigatório, redução da maioridade penal e reeleição de chefes do Poder Executivo.
Escrito por Ana Frank às 01h57 PM [ ] [ envie esta mensagem ] |
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