Fotógrafo espanhol expõe imagens de dor, desejo e ironia.

"Chorando por Aquela que Acreditou me Amar"
García-Alix, 50, fotografa preferencialmente os personagens que rondam sua própria história. E essa é a história de um homem que gosta de viver intensamente, entendendo-se por isso a velocidade das motocicletas e os prazeres carnais.
Mais do que retratar o lado sombrio da natureza humana, como costumam dizer acerca de seu trabalho. Essa radicalidade o leva a transmutar-se no ato fotográfico: "Nunca sou inocente. Necessito possuir, caçar o momento, apropriar-me de algo que intuo... intencionalmente. É a culpa da perversidade da câmera.
Ela me obriga a olhar. Desenvolvi um olhar frontal para o mundo, um olhar de pugilista. Protegido atrás dele me transformo num ciclope com um único olho", diz. Sob o título enigmático e um tanto quanto sombrio emprestado de Beckett, repousam 87 fotografias em preto-e-branco, a grande maioria retratos de mulheres, muitas delas atrizes de filmes pornôs. Um auto-retrato do artista sob o título "Meu Lado Feminino, 2002", transborda em ironia nessa sua investigação obsessiva pelo universo de gêneros e desejos.
As voluptuosas mulheres encaram de frente o olhar pugilista de García-Alix. "Quando pedi para Cicciolina olhar para a câmera ela temeu que seu olhar revela-se dor. Mas era exatamente isso o que eu queria", afirma. Afinal, há muita dor no olhar das mulheres que acreditam ter amado a quem um dia desejaram amar.
Onde: Galeria Olido (av. São João, 473, tel. 3331-8399) Quando: vernissage para convidados hoje, às 12h. De ter. a sáb., das 12h às 21h30; dom., das 12h às 19h30. Até 07/01. Quanto: Entrada franca
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/acontece/ac1211200601.htm
EDER CHIODETTO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Escrito por Ana Frank às 06h19 PM
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Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher:

O seqüestro do ônibus em Nova Iguaçu-RJ, quando o ex-marido arrastou a ex-companheira para o ônibus e a manteve por mais de dez horas prisioneira juntamente com outros passageiros, agrediu seu rosto, cabeça com uma arma e mobilizou as rádios e TVs. No bairro Cidade Tiradentes, na zona leste SP, quando um homem manteve presas, por cerca de 30 horas, sua esposa e outra mulher com quem mantinha um relacionamento; a tragédia acabou no assassinato de uma delas e no suicídio do próprio envolvido. No início de novembro a grande imprensa noticia que em Montes Claros-MG uma mulher, de 21 anos, sobreviveu a seis tiros que recebera de seu ex-marido.
No dia 23 de novembro, mais um crime brutal contra as mulheres é foi divulgado: em Chapecó, Santa Catarina, uma mulher de 26 anos foi brutalmente assassinada por seu companheiro. Ele havia sido preso, autuado em flagrante, há menos de uma semana, enquadrado na Lei Maria da Penha, que determina a prisão em flagrante do agressor nos casos de violência contra a mulher, a lei não permite que o Judiciário a aplique penas que desqualificam e banalizam o crime de agressão, como dar cestas básicas, reconhece o direito imediato de a mulher sair de casa quando sofre agressão sem que isso se configure como “abandono de lar”, prevê a possibilidade de que o juiz determine a saída do agressor de casa.
Os casos de violencias são inúmeros, mas apenas alguns ganham divulgação na imprensa , essa violência faz parte na vida da maioria das mulheres. São casos que vão desde formas de agressão mais violentas, como assassinatos, estupros e ameaças, até manifestações de assédio e abuso sexual ou agressões verbais.
A maioria dos casos de violência não são denunciados são ignorados ou escondidos pela família ou pelos conhecidos da vítima. Já que seu agressor muitas vezes é o marido, namorado, ex-marido, patrão, chefe, companheiro de trabalho.
A violência contra as mulheres é a manifestação do poder masculino sobre as mulheres. Uma forma perversa da desigualdade entre mulheres e homens, que existe nos mais diversos âmbitos da sociedade. Esta desigualdade precisa ser denunciada e revertida para que a violência deixe de fazer parte do cotidiano das mulheres, como se fosse cultural, tanto verbal como fisica.
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Escrito por Ana Frank às 05h51 PM
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